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Diário da Revolução


 

Testemunho de Aquilino Ribeiro

"O 5 de Outubro em Paris"

4 OUT 1925

“No dia 5 confirmou-se o nosso palpite: a revolução, que se aguentasse mais trinta horas, teria fatalmente de vencer.
(…)
Nunca o nome de Portugal, como naquele dia, foi tão soprado nos boulevards. Nas parangonas, nas conversações, nas vozes supreendidas ao passar, o estribilho era Portugal e sempre Portugal. Recapitulava-se a sua história, citavam-se as suas belezas naturais, com a mais calorosa simpatia e aprazimento pela revolução. O reconhecimento da República pôde demorar, mas desde a primeira hora o grande público francês esteve com ela de alma e coração.”

Fonte: “O 5 de Outubro em Paris”. Carta de Aquilino Ribeiro publicada pelo jornal O Popular, em 4 de Outubro de 1925. Publicado em RIBEIRO, Aquilino, Um escritor confessa-se, Bertrand Editora, Lisboa, 2008, pp.324-325.

 
 

Testemunho de António José de Almeida

Batalhou-se durante três dias, mas batalhou-se honrosamente e aqueles que pegaram nas espingardas saíram dessa luta com as mãos tão puras de sangue que, voltando a seus lares podiam tomar ao colo as crianças que encontravam no berço.

Fonte: Discursos do Dr. António José de Almeida (Presidente de Portugal) Durante a sua estadia no Rio de Janeiro, de 17 a 27 de Setembro de 1922, por ocasião das festas comemorativas do 1.º centenário da Independência do Brasil, Rio de Janeiro, Jacinto Ribeiro dos Santos, 1922, p.36.

 
 

Testemunho de José Relvas

Proclamação da República

Às 9 horas da manhã de 5 de Outubro era proclamada a República Portuguesa pelos revolucionários que do Rossio se tinham dirigido para a Câmara Municipal, a casa que fora conquistada pelos republicanos nos últimos anos da Monarquia. Ali se encontraram os representantes do Directório: Inocêncio Camacho, Eusébio Leão, José Barbosa, Malva do Vale e José Relvas(…).

A Praça do Município regorgitava, cheia pela multidão que ali acorrera logo depois de pacificada pela confraternização do Rossio. Foram proclamados os membros do Governo Provisório: Presidente, Teófilo Braga; Interior, António José de Almeida; Justiça, Afonso Costa; Finanças, Basílio Teles; Guerra, Correia Barreto; Marinha, Amaro de Azevedo Gomes; Obras Públicas, António Luís Gomes e Estrangeiros, Bernardino Machado. (…).

Fonte: José Relvas, Memórias Políticas, Lisboa, Terra Livre, 1977, p.151.

 
 

Testemunho de Aquilino Ribeiro

Lembro-me que foi o Matin, na madrugada de 4, o único jornal que anunciou a revolução em Lisboa. Um milagre da informação que fez pasmar as outras gazetas. Com o Serpa Pimentel, que me levou a casa a grande nova, abalei para a Cité Bergère, v. sabe, uma rua do Torna Atrás à mão direita de quem sobe dos boulevards a Rue du Faubourg de Montmartre. Era na hospedaria que tomara o nome da impasse, que estava instalado o nosso estado-maior.

Fonte: Aquilino Ribeiro, Um escritor confessa-se, Lisboa, Bertrand Editora, 2008, pp.322-323.

 
 

Testemunho do Marquês do Lavradio

Exílio

Cheguei a Gibraltar no dia 11 e encontrei a Família Real num grande estado de abatimento, mas com enorme coragem e dignidade.

Fonte: Memórias do Sexto Marquês do Lavradio, Lisboa, Edições Ática, 1947, p.160.

 
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